Taking too long? Close loading screen.
Avª Arriaga - Nº30 - 2º Andar , Letra F
+351 291 201 880
+351 291 201 899

Salário mínimo sobe para 580 euros em janeiro

Salário mínimo cresce 4,1%. Reunião da concertação social terminou sem acordo.


O salário mínimo nacional vai aumentar para 580 euros a partir de janeiro de 2018, uma subida de 4,1% definida hoje em reunião de concertação social, que terminou sem acordo.
O Governo propôs uma subida do salário mínimo dos atuais 557 euros para 580, mais 23 euros, o que representa um aumento de 4,1%.

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) defendia um aumento do salário mínimo para os 600 euros, mais 43 euros, o que representaria uma subida de 7,7%. A central sindical entendia que os 580 euros propostos pelo Governo de António
Costa eram apenas “uma base de partida para chegar aos 600 euros no início de 2018.

Vieira, ministro do Trabalho e da Segurança Social, dirigiu-se aos jornalistas no final da reunião e esclareceu que, por parte dos empregadores, “foram feitas reivindicações que eram impossíveis de satisfazer para que se concretizasse o acordo”. O ministro manifestou a preocupação de que os salários possam acompanhar a evolução positiva da economia portuguesa.

No final da reunião, Arménio Carlos, responsável máximo da CGTP, realçou que “o processo para o aumento do salário mínimo nacional termina hoje” e que “independentemente de haver acordo ou não, o Governo vai cumprir” este aumento.

Do lado dos patrões, António Saraiva, líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), considerou que “nem patrões nem sindicatos saíram satisfeitos” e que “há muito a discutir no que diz respeito à competitividade das empresas”. Para António Saraiva, a carga burocrática “continua a ser agravada e está-se a agravar os custos das empresas”, sendo que o responsável da CIP admite mesmo que “é a competitividade que está em causa”.

João Vieira Lopes, representante da Confederação do Comércio e Serviços, lamentou que tivessem ficado temas “por discutir” como é o caso dos contratos públicos e da formação profissional”.

Fonte: Jornal de Negócios

Outros Artigos